
Tem gente que nasce vendedor. Dechichi é um desses, e tem testemunha: o pai. Ainda criança, na casa da avó em Goiânia, pegava os folders do pai corretor e saia vendendo para os primos. Não era brincadeira de criança. Era um ensaio do que viria pela frente.
A veia comercial nunca abandonou. Passou pelo ramo de material elétrico, atendendo Rio Verde e região onde, anos depois, reencontraria um cliente do passado numa dessas coincidências que só o tempo explica. Depois vieram os móveis e eletrodomésticos, percorrendo o estado de Goiás inteiro. Vendas sempre, em formatos diferentes, com o mesmo jeito. Fez um curso técnico em Eletrotécnica, mas confessa que nunca exerceu. O balcão sempre falou mais alto que o painel elétrico. O próximo passo só podia ser um: tirar o CRECI. E foi. Já são 18 anos como corretor de imóveis, profissão que carrega no DNA, herdada do pai que também foi corretor. Uma herança que vale mais que qualquer diploma.
Há 13 anos, um novo capítulo: deixou Goiânia para assumir a gerência de uma imobiliária em Rio Verde. Chegou sem conhecer ninguém. Desafio na veia. Mas com o tempo foi fazendo amizades, e continua fazendo até hoje, porque esse é o tipo de pessoa que ele é. A família ficou em Goiânia: mãe, irmã, cunhado e dois sobrinhos, todos muito unidos. O pai descansou há dois anos, uma saudade que ele carrega com gratidão por tudo que aprendeu com ele. Por aqui, a companhia do dia a dia é a Duda, sua cachorra adotada há cerca de 12 anos, resgatada da rua e hoje dona do sofá e do coração.
A parceria com o Murilo nasceu dessa época, quando ainda eram parceiros de mercado. Da parceria virou amizade, e Dechichi acompanhou de perto cada passo do crescimento da Peixoto, desde o escritório em frente ao estádio Mozart Veloso do Carmo. No meio do ano chegam 8 anos juntos. E ele não tem dúvida: está no melhor time de corretores de Rio Verde. Nos momentos de folga, é pescaria, amigos e a própria casa, simples, mas um lugar que ele considera genuinamente agradável e seu. E moto, sempre moto, mesmo depois de um acidente há cinco anos que chegou a fazer ele pensar que não voltaria mais pra cima de uma. Voltou. Está sem a moto no momento, mas já está na busca de uma nova. Quem conhece sabe: não vai demorar.
Na primeira impressão, pode parecer sério. A cabeça branca talvez contribua para isso, ele mesmo ri da situação e brinca que é respeito ao mais velho. Mas quem tem a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente descobre um sujeito extremamente brincalhão e extrovertido. A seriedade é de postura, não de temperamento. Seu maior talento? Sinceridade. Ele trabalha com honestidade, respeito e muita retidão, e admite, com bom humor, que às vezes acha que é certo demais. Mas no mercado imobiliário, onde a confiança é tudo, esse excesso de caráter só conta a favor. Afinal, um bom trabalho gera indicação. A indicação gera novo cliente. E o novo cliente, às vezes, vira investidor. E o investidor, parceiro de longa data.
Para o Dechichi, realizar o sonho da casa própria ou alavancar o patrimônio de quem investe não é rotina, é propósito. E propósito, como ele bem sabe desde criança, sempre valeu mais que qualquer folder.
