
Victor é de Goiânia, mas desde 2013 chama Rio Verde de casa, e foi aqui que a vida ganhou os contornos mais significativos da sua história.
Sempre trabalhou com vendas. Em Goiânia, no varejo, em lojas de calçados como a Flávios que, curiosamente, também tem unidade em Rio Verde. Ao chegar na cidade, o primeiro emprego foi numa indústria de concreto usinado, onde começou como operador de central. Três meses depois, surgiu a oportunidade na área comercial e ele foi. Por dez anos, vendeu concreto. Uma década inteira de relacionamento, negociação e construção de uma reputação sólida no mercado.
Mas chegou um momento em que o concreto, mesmo sendo bom no que fazia e estando bem financeiramente, não fazia mais sentido. Não pelo valor econômico. Pelo valor social. Uma aproximação profunda com Deus foi abrindo os olhos para algo maior: o desejo de conhecer mais pessoas, entender sobre elas, crescer em finanças e, acima de tudo, reconhecer sua completa dependência de Deus em cada decisão. Quando essa clareza chegou, ficou impossível ignorar.
A entrada no mercado imobiliário veio carregada dessa busca. E a chegada à Peixoto Imóveis, não foi por acidente, foi por direcionamento. Tinha acabado de sair de outra imobiliária e tinha em mente duas opções.
Colocou a esposa no carro e os dois decidiram passar na porta de cada uma para sentir. Na primeira, parou, olhou e instantaneamente os dois souberam que não era ali. Na segunda, a Peixoto, foi o oposto: instantâneo, certeiro, para os dois ao mesmo tempo. No dia seguinte, já estava lá marcando a entrevista. Vai fazer dois anos, e a certeza só aumentou.
A família que construiu é, nas palavras dele, atípica, e ele fala isso com um orgulho que não cabe em palavras simples. Tem uma filha de 24 anos que mora em Goiânia. E tem o Victor Hugo, 18 anos, que mora com ele. Ele o conheceu quando o menino tinha apenas 3 anos de idade. Assumiu, criou e ama como filho.
Victor Hugo nasceu com tetrassomia do cromossomo 18, uma síndrome rara, e será sempre dependente de cuidados. Isso nunca foi peso, foi escolha. Completa a família com seu cachorro, porque família é exatamente isso.
O que mais surpreende quem conhece Victor é justamente essa escolha: assumir um filho que não é seu biologicamente, especial, com necessidades para a vida toda, com tudo que isso exige de amor, paciência e entrega diária. Ele não fala sobre isso como heroísmo. Fala como quem simplesmente fez o que o coração mandou.
No trabalho, o que mais o move é o aprendizado constante. A resiliência que a profissão exige. E as pessoas, que mesmo sem saber ensinam sobre amor, compreensão e a arte de se colocar no lugar do outro. Não só os clientes. Os colegas também. Cada negociação, cada conversa, cada desafio é mais um capítulo de uma formação que ele entende como contínua e sem data para terminar.
Fora do trabalho, a musculação é a única atividade que pratica, não por paixão pelo esporte, mas pela clareza de que cuidar do corpo é cuidar da saúde para seguir em frente. Simples assim.
Victor Soares não tem hobbies elaborados nem história linear. Tem fé, tem família e tem a convicção de que cada passo da sua vida, o concreto, a virada, a Peixoto, o Victor foi preparação para a versão de si mesmo que ele é hoje.
